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Notícias da Mostra Cinema e Direitos Humanos

10ª Mostra Cinema e Direitos Humanos no Mundo exibe 40 filmes em Maceió

O Teatro Jofre Soares, no Sesc Alagoas, será palco das sessões da 10ª Mostra Cinema e Direitos Humanos no Mundo, entre os dias 14 e 19 de dezembro. Entre os filmes

O Teatro Jofre Soares, no Sesc Alagoas, será palco das sessões da 10ª Mostra Cinema e Direitos Humanos no Mundo, entre os dias 14 e 19 de dezembro. Entre os filmes que serão exibidos estão Betinho, A Esperança Equilibrista, sobre o sociólogo Hebert de Souza, 500, Os bebês roubados pela ditadura argentina, sobre a luta das avós da Praça de Maio, o recente Numa Escola de Havana, e Silêncio das Inocentes, sobre violência contra a mulher.

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10ª Mostra de Cinema e Direitos Humanos no Mundo

A 10a edição da Mostra de Cinema e Direitos Humanos no Mundo será realizada em Rio Branco entre os dias 14 e 19 de dezembro, na Filmoteca Acreana, anexa a Biblioteca Pública. Neste ano, serão exibidos 40 filmes, que fazem retrospectiva representativa das nove edições anteriores, onde exibirá filmes premiados de cada edição. O evento é gratuito ao público. Continue lendo 10ª Mostra de Cinema e Direitos Humanos no Mundo

10ª Mostra Cinema e Direitos Humanos no Mundo acontece em São Paulo – SP

Com o tema especial “crianças e adolescentes”, a 10ª Mostra de Cinema e Direitos Humanos no Mundo selecionou 40 obras entre curtas, médias e longas-metragens sobre diversos temas de direitos humanos, que serão exibidas entre os dias 13 de novembro e 20 de dezembro em todo o país.

Em São Paulo, a Mostra acontecerá na Cinemateca Brasileira entre os dias 07 e 13 de dezembro. Todas as sessões são gratuitas. Pelo segundo ano consecutivo, os filmes serão exibidos em até 1.000 espaços culturais pelo Brasil, assumindo um caráter descentralizador e democrático. Continue lendo 10ª Mostra Cinema e Direitos Humanos no Mundo acontece em São Paulo – SP

10ª MOSTRA CINEMA E DIREITOS HUMANOS NO MUNDO 07 a 13 de dezembro de 2015

ENTRADA FRANCA

Do dia 07 ao 13 de dezembro, a Cinemateca Brasileira recebe a 10ª Mostra Cinema e Direitos Humanos no Mundo estreia em São Paulo. Uma edição comemorativa, que celebra o fortalecimento e disseminação da cultura e da educação em Direitos Humanos. Continue lendo 10ª MOSTRA CINEMA E DIREITOS HUMANOS NO MUNDO 07 a 13 de dezembro de 2015

Adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas participam de mostra de cinema e direitos humanos

Quinze adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas em Unidades de João Pessoa foram escolhidos para participar da 10ª Mostra de Cinema e Direitos Humanos no Mundo. As sessões acontecerão nesta segunda-feira (7), às 8h15, com o filme “Colegas”, e quarta-feira (9), às 13h30, com “Numa escola em Havana”, na Sala Aruanda, do Centro de Comunicação, Turismo e Artes da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Continue lendo Adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas participam de mostra de cinema e direitos humanos

10ª Mostra Cinema e Direitos Humanos no Mundo exibe 40 filmes em João Pessoa

Acontece entre os dias 7 e 12 de dezembro a 10ª Mostra Cinema e Direitos Humanos no Mundo. O evento ocorrerá na Sala Aruanda do Centro de Comunicação, Turismo e Artes (CCTA) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) com exibição de 40 filmes entre curtas, médias e longas-metragens, divididos em três mostras: Homenagem, Panorama e Temática. Continue lendo 10ª Mostra Cinema e Direitos Humanos no Mundo exibe 40 filmes em João Pessoa

Mostra de Cinema e Direitos Humanos do Mundo: incentivando a arte engajada e democrática

A arte engajada é cada vez mais necessária em momentos como o que o Brasil vive, com uma forte onda conservadora de uma elite que se

A arte engajada é cada vez mais necessária em momentos como o que o Brasil vive, com uma forte onda conservadora de uma elite que se nega a refletir sobre representatividade e direitos. 10ª Mostra de Cinema e Direitos Humanos do Mundo traz para a Sala Redenção curtas, médias e longas-metragens brasileiros que debatem temas como a redução da maioridade penal, os direitos das mulheres e as vítimas das ditaduras militares na América Latina. Todas as sessões são gratuitas e vão até o dia 10 de dezembro. (Veja a programação completa abaixo e as sinopses do filme no link).

Em novembro, Porto Alegre viveu uma efervescência de festivais com temáticas representativas, como o “Ela na Tela”, que levou produções dirigidas e protagonizadas por mulheres brasileiras para a Sala P.F. Gastal. A presença da diversidade sexual na sétima arte também ganhou visibilidade com o Close, festival promovido pela ONG Somos – Comunicação, Saúde e Sexualidade em parceria com a Besouro Filmes e a Avante Filmes. “Em um movimento contra o crescimento do conservadorismo em uma parcela da sociedade brasileira, é preciso que se busque sempre um olhar empático para as diversas vivências oprimidas pelo status quo”, explica o comunicado oficial do evento, que foi financiado pelo Fumproarte.

Cena de 'Léo' (Foto: divulgação)

Os temas relativos à população LGBT também estão na 10ª Mostra de Cinema e Direitos Humanos do Mundo. Um dos filmes da programação é o curta-metragem Léo, dirigido pela cineasta e jornalista gaúcha Mariani Ferreira. “O filme conta como a homofobia destrói a família. É a história de um cara que não aceita a homossexualidade do irmão caçula. Numa noite, ele sai alucinado pela cidade e começa a instigar alguns caras a atacar um grupo de gays que frequentam um bar LGBT. Ele não sabe que estava, neste momento, provocando a morte do próprio irmão”, relata.

A obra foi financiada por meio de um edital de políticas afirmativas do Governo Federal, mas o preconceito quase impediu que a história fosse concretizada. “O edital foi três vezes parado na Justiça porque entenderam que, por ser exclusivo para negros, era inconstitucional e excluía outras etnias. Só conseguimos gravar em 2014”, conta Mariani.

Engajamento e representatividade  

A arte de Mariani é engajada desde a sua origem. “O fato de eu ser uma cineasta negra de vivência periférica não me dá muita alternativa a não ser me engajar, porque quando você se engaja, se empodera e pode encontrar seu lugar no mundo. No meu curta, eu tenho duas mulheres negras: uma é a protagonista e a outra é uma médica negra, que eu fiz questão de colocar”, conta.  “Eu já soube de seleções de elenco em Porto Alegre em que uma atriz negra maravilhosa foi indicada para fazer o papel de uma juíza em uma série, e o diretor perguntou se não havia uma negra com a pele mais clara. Esses discursos acontecem porque não se veem negros atrás das câmeras. Temos que ir para a direção, produção e roteiro, e também as mulheres, os indígenas, os trans… para que as pessoas possam afirmar a própria identidade e não terem apenas suas mensagens transmitidas através do outro”, acredita.

A programação da mostra engloba filmes inéditos em Porto Alegre, que tiveram pouca distribuição nacional. “Ocupar uma janela de cinema ainda é muito complicado porque estamos brigando com filmes que dão bilheteria. Por isso que existe a função de mostras e festivais, para dar luz a esses filmes, que não podem não ser vistos. A gente faz todo esse apelo para ter público”, pede Daniela Mazzilli, uma das produtoras da mostra em Porto Alegre. Um dos destaques é o curta Quem Matou Eloá?, documentário dirigido por Lívia Perez que reflete o tratamento dado pela mídia sobre o caso do assassinato da menina morta pelo ex-namorado em 2008. Entre os longas, aparecem títulos como À Queima-Roupa, de Theresa Jessouroun. O filme mostra a violência e a corrupção da polícia do Rio de Janeiro nos últimos 20 anos, apresentando os fatos mais emblemáticos deste período.

Completando 10 anos, a mostra passou por todas as capitais do País e também pelo Distrito Federal em 2015. Os filmes foram selecionados por uma curadoria nacional, já que o evento é organizado pelo Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos. Aqui em Porto Alegre, a produção quer atrair também o público universitário da Sala Redenção. “É importante que os jovens debatam essa temática, porque sem engajamento, as coisas não mudam”, diz Daniela.

Acessibilidade e o cinema para todxs  

Além do objetivo de democratizar o cinema, a mostra também procura tornar os filmes acessíveis para todo o público. Segundo o IBGE, 23,9% da população brasileira tem alguma deficiência. “Nós temos que incluir essa parcela. A Sala Redenção é acessível, e todas as sessões têm closed caption para as pessoas com deficiência auditiva. É bem importante que a gente consiga levar o cinema para os mais diferentes públicos”, opina Daniela.

A mostra ainda enfrenta barreiras para atingir uma acessibilidade cada vez mais inclusiva, já que apenas duas sessões terão audiodescrição, recurso importante para as pessoas com deficiência visual. “A audiodescrição te descreve cenários, cores, fisionomias, e é incrível familiarizar as pessoas com essa linguagem”, diz a produtora.

Essa dificuldade não é exclusiva da mostra. Filmes com o recurso estão longe de ser maioria. Para Mimi Aragón, que trabalha realizando audiodescrição para obras e eventos culturais, a acessibilidade às obras culturais é um direito civil e uma construção coletiva. “É imperativo reconhecer que tem esse público. A gente quer que todo mundo possa ir junto aos eventos culturais. Se criou um mito de que a acessibilidade era cara, mas no momento em que a gente estabelece que a acessibilidade deve estar no projeto, esse custo se dilui. Um longa que custe hoje 10 milhões de reais, a gente calcula que a acessibilidade custa 0,02% do orçamento. Se todo mundo pagou imposto para financiar esse filme, todo mundo tem direito a ver”. O cenário promete melhorar. Desde 2014, todas as produções audiovisuais financiadas com recursos públicos no Brasil precisam incluir a audiodescrição e a Língua Brasileira de Sinais.

Ouça a entrevista completa com Mariani Ferreira e Daniela Mazzilli no Jabá

Cena de "Porque temos esperança", de Susanna Lira

 

Programação  
1 de dezembro (terça-feira) – Sessão Especial para Convidados

19h Gigantes da Alegria, Ricardo Rodrigues e Vitor Gracciano, 15 min., Doc, Brasil, 2014, Livre

Encantados, Tizuka Yamazaki, 78 min., Ficção, Brasil, 2014, 12 anos

2 de dezembro (quarta-feira)

16hO Muro é Meio, Eudualdo Monção Jr., 15 min., Doc, Brasil, 2014, 10 anos

Branco Sai, Preto Fica, Adirley Queirós, 93 min., Ficção, Brasil, 2015, 12 anos

19hSandrine, Elen Linth e Leandro Rodrigues, 12 min, Ficção, Brasil, 2015, 16 anos

À queima roupa, Theresa Jessouroun, 90 min, Doc, Brasil, 2014, 16 anos

3 de dezembro (quinta-feira)

16hCartas do Desterro, Coraci Ruiz e Julio Matos, 15 min., Doc, Brasil, 2014, Livre

Sobre Coragem, Guilherme Xavier, 23 Min., Doc, Brasil, 2014, 12 anos

                Porque temos esperança, Susanna Lira, 71 Min., Doc, Brasil, 2014, 14 anos

19hPele, um real, Aline Guimarães, 15 min., Ficção, Brasil, 2015, Livre

Muito Além do Peso, Estela Renner, 90 min., Doc, Brasil, 2012, Livre

SESSÃO SEGUIDA DE DEBATE

4 de dezembro (sexta-feira)

14hMeu Amigo Nietzsche, Fáuston da Silva, 15 min., Ficção, Brasil, 2012, Livre

Silêncio das Inocentes, Ique Gazzola, 52 min., Doc, Brasil, 2010, 12 anos

16hSubmarino, Rafael Aidar, 12 min, Ficção Brasil, 2015, 12 anos

                Quando meus pais não estão em casa, Anthony Chen, 99 min, Ficção, Singapura, 2013, 12 anos

19h500 – Os bebês roubados pela ditadura argentina, Alexandre Valenti, 100 min., Doc, Argentina – Brasil, 2013, 12 anos

7 de dezembro (segunda-feira)

14hA Visita, Leandro Corinto, 8 min., Ficção, Brasil, 2014, Livre

Alma da Gente, Helena Solberg e David Meyer, 83 min., Doc, Brasil, 2013, 10 anos

ATENÇÃO – SESSÃO COM AUDIODESCRIÇÃO ABERTA (SEM FONES INDIVIDUAIS)

16hNau Insensata, Cristiano Sidoti, 15 min., Brasil, Doc, 2014, Livre

Do Outro Lado da Cozinha, Jeanne Dosse, 40 min., Doc, Brasil, 2013

19hNunca Mais Cochabamba, 11 de janeiro de 2007, Roberto Alem, 52 min., Doc , Bolívia, 2007, Livre

8 de dezembro (terça-feira)

14hDo meu lado, Tracisio Lara Puiati, 14 min., Ficção, Brasil, 2014, Livre

Colegas, Marcelo Galvão, 103 min., Ficção, Brasil, 2013, Livre

16hNa Direção do Som, Jonathan Gentil e Pedro Prado, 15 min., Doc, Brasil, 2013, Livre

Ninguém Nasce no Paraíso, Alan Schvarsberg, 25 Min., Doc, Brasil, 2015, Livre

Félix, o Herói da Barra, Edson Fogaça, 72 min., Doc, Brasil, 2015, Livre

18hAbraço de Maré, Victor Ciriaco , 16 min., Doc , Brasil, 2013/ Livre

Betinho – A Esperança Equilibrista, Victor Lopes, 89 min.,Doc, Brasil, 2015, Livre

9 de dezembro (quarta-feira)

16hNuma Escola de Havana, Ernesto Daranas, 90 min., Ficção, Brasil, 2012, 12 anos

18hMemórias para uso diário, Beth Formaggini, 80 min., Doc, Brasil, 2007, 12 anos

10 de dezembro (quinta-feira)

14hO Contador de Histórias, Luiz Villaça, 110 min., Ficção, Brasil, 2009, 12 anos

ATENÇÃO – SESSÃO COM AUDIODESCRIÇÃO ABERTA (SEM FONES INDIVIDUAIS)

16hCorrentes, Caio Cavechini, Ivan Paganotti e Evelyn Kuriki, 58 min., Doc, Brasil, 2006, 12 anos

19hLéo, Mariani Ferreira, 15 min., Ficção, Brasil, 2015, 14 anos

Habita-me se em ti transito, Claudia Rangel, 23 min., Doc, Brasil, 2014, 14 anos

                Quem matou Eloá?, Lívia Perez, 24 min., Doc, Brasil, 2015, 16 anos

SESSÃO SEGUIDA DE DEBATE

11 de dezembro (sexta-feira)

14hEu não quero voltar sozinho, Daniel Ribeiro e Diane Almeida, 17 min, Ficção, Brasil, 2010, Livre

Quando a casa é a rua, Theresa Jessouroun, 35 min, Doc , Brasil, 2012, Livre

16hO Plantador de quiabos, Coletivo Santa Madeira, 15 min., Ficção, Brasil, 2010, Livre

Procura-se Janaína, Miriam Chnaiderman, 54 min., Doc, Brasil, 2007, Livre

nega a refletir sobre representatividade e direitos. 10ª Mostra de Cinema e Direitos Humanos do Mundo traz para a Sala Redenção curtas, médias e longas-metragens brasileiros que debatem temas como a redução da maioridade penal, os direitos das mulheres e as vítimas das ditaduras militares na América Latina. Todas as sessões são gratuitas e vão até o dia 10 de dezembro. (Veja a programação completa abaixo e as sinopses do filme no link).

Em novembro, Porto Alegre viveu uma efervescência de festivais com temáticas representativas, como o “Ela na Tela”, que levou produções dirigidas e protagonizadas por mulheres brasileiras para a Sala P.F. Gastal. A presença da diversidade sexual na sétima arte também ganhou visibilidade com o Close, festival promovido pela ONG Somos – Comunicação, Saúde e Sexualidade em parceria com a Besouro Filmes e a Avante Filmes. “Em um movimento contra o crescimento do conservadorismo em uma parcela da sociedade brasileira, é preciso que se busque sempre um olhar empático para as diversas vivências oprimidas pelo status quo”, explica o comunicado oficial do evento, que foi financiado pelo Fumproarte.

Cena de 'Léo' (Foto: divulgação)

Os temas relativos à população LGBT também estão na 10ª Mostra de Cinema e Direitos Humanos do Mundo. Um dos filmes da programação é o curta-metragem Léo, dirigido pela cineasta e jornalista gaúcha Mariani Ferreira. “O filme conta como a homofobia destrói a família. É a história de um cara que não aceita a homossexualidade do irmão caçula. Numa noite, ele sai alucinado pela cidade e começa a instigar alguns caras a atacar um grupo de gays que frequentam um bar LGBT. Ele não sabe que estava, neste momento, provocando a morte do próprio irmão”, relata.

A obra foi financiada por meio de um edital de políticas afirmativas do Governo Federal, mas o preconceito quase impediu que a história fosse concretizada. “O edital foi três vezes parado na Justiça porque entenderam que, por ser exclusivo para negros, era inconstitucional e excluía outras etnias. Só conseguimos gravar em 2014”, conta Mariani.

Engajamento e representatividade  

A arte de Mariani é engajada desde a sua origem. “O fato de eu ser uma cineasta negra de vivência periférica não me dá muita alternativa a não ser me engajar, porque quando você se engaja, se empodera e pode encontrar seu lugar no mundo. No meu curta, eu tenho duas mulheres negras: uma é a protagonista e a outra é uma médica negra, que eu fiz questão de colocar”, conta.  “Eu já soube de seleções de elenco em Porto Alegre em que uma atriz negra maravilhosa foi indicada para fazer o papel de uma juíza em uma série, e o diretor perguntou se não havia uma negra com a pele mais clara. Esses discursos acontecem porque não se veem negros atrás das câmeras. Temos que ir para a direção, produção e roteiro, e também as mulheres, os indígenas, os trans… para que as pessoas possam afirmar a própria identidade e não terem apenas suas mensagens transmitidas através do outro”, acredita.

A programação da mostra engloba filmes inéditos em Porto Alegre, que tiveram pouca distribuição nacional. “Ocupar uma janela de cinema ainda é muito complicado porque estamos brigando com filmes que dão bilheteria. Por isso que existe a função de mostras e festivais, para dar luz a esses filmes, que não podem não ser vistos. A gente faz todo esse apelo para ter público”, pede Daniela Mazzilli, uma das produtoras da mostra em Porto Alegre. Um dos destaques é o curta Quem Matou Eloá?, documentário dirigido por Lívia Perez que reflete o tratamento dado pela mídia sobre o caso do assassinato da menina morta pelo ex-namorado em 2008. Entre os longas, aparecem títulos como À Queima-Roupa, de Theresa Jessouroun. O filme mostra a violência e a corrupção da polícia do Rio de Janeiro nos últimos 20 anos, apresentando os fatos mais emblemáticos deste período.

Completando 10 anos, a mostra passou por todas as capitais do País e também pelo Distrito Federal em 2015. Os filmes foram selecionados por uma curadoria nacional, já que o evento é organizado pelo Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos. Aqui em Porto Alegre, a produção quer atrair também o público universitário da Sala Redenção. “É importante que os jovens debatam essa temática, porque sem engajamento, as coisas não mudam”, diz Daniela.

Acessibilidade e o cinema para todxs  

Além do objetivo de democratizar o cinema, a mostra também procura tornar os filmes acessíveis para todo o público. Segundo o IBGE, 23,9% da população brasileira tem alguma deficiência. “Nós temos que incluir essa parcela. A Sala Redenção é acessível, e todas as sessões têm closed caption para as pessoas com deficiência auditiva. É bem importante que a gente consiga levar o cinema para os mais diferentes públicos”, opina Daniela.

A mostra ainda enfrenta barreiras para atingir uma acessibilidade cada vez mais inclusiva, já que apenas duas sessões terão audiodescrição, recurso importante para as pessoas com deficiência visual. “A audiodescrição te descreve cenários, cores, fisionomias, e é incrível familiarizar as pessoas com essa linguagem”, diz a produtora.

Essa dificuldade não é exclusiva da mostra. Filmes com o recurso estão longe de ser maioria. Para Mimi Aragón, que trabalha realizando audiodescrição para obras e eventos culturais, a acessibilidade às obras culturais é um direito civil e uma construção coletiva. “É imperativo reconhecer que tem esse público. A gente quer que todo mundo possa ir junto aos eventos culturais. Se criou um mito de que a acessibilidade era cara, mas no momento em que a gente estabelece que a acessibilidade deve estar no projeto, esse custo se dilui. Um longa que custe hoje 10 milhões de reais, a gente calcula que a acessibilidade custa 0,02% do orçamento. Se todo mundo pagou imposto para financiar esse filme, todo mundo tem direito a ver”. O cenário promete melhorar. Desde 2014, todas as produções audiovisuais financiadas com recursos públicos no Brasil precisam incluir a audiodescrição e a Língua Brasileira de Sinais.

Ouça a entrevista completa com Mariani Ferreira e Daniela Mazzilli no Jabá

Cena de "Porque temos esperança", de Susanna Lira

 

Programação  
1 de dezembro (terça-feira) – Sessão Especial para Convidados

19h Gigantes da Alegria, Ricardo Rodrigues e Vitor Gracciano, 15 min., Doc, Brasil, 2014, Livre

Encantados, Tizuka Yamazaki, 78 min., Ficção, Brasil, 2014, 12 anos

2 de dezembro (quarta-feira)

16hO Muro é Meio, Eudualdo Monção Jr., 15 min., Doc, Brasil, 2014, 10 anos

Branco Sai, Preto Fica, Adirley Queirós, 93 min., Ficção, Brasil, 2015, 12 anos

19hSandrine, Elen Linth e Leandro Rodrigues, 12 min, Ficção, Brasil, 2015, 16 anos

À queima roupa, Theresa Jessouroun, 90 min, Doc, Brasil, 2014, 16 anos

3 de dezembro (quinta-feira)

16hCartas do Desterro, Coraci Ruiz e Julio Matos, 15 min., Doc, Brasil, 2014, Livre

Sobre Coragem, Guilherme Xavier, 23 Min., Doc, Brasil, 2014, 12 anos

                Porque temos esperança, Susanna Lira, 71 Min., Doc, Brasil, 2014, 14 anos

19hPele, um real, Aline Guimarães, 15 min., Ficção, Brasil, 2015, Livre

Muito Além do Peso, Estela Renner, 90 min., Doc, Brasil, 2012, Livre

SESSÃO SEGUIDA DE DEBATE

4 de dezembro (sexta-feira)

14hMeu Amigo Nietzsche, Fáuston da Silva, 15 min., Ficção, Brasil, 2012, Livre

Silêncio das Inocentes, Ique Gazzola, 52 min., Doc, Brasil, 2010, 12 anos

16hSubmarino, Rafael Aidar, 12 min, Ficção Brasil, 2015, 12 anos

                Quando meus pais não estão em casa, Anthony Chen, 99 min, Ficção, Singapura, 2013, 12 anos

19h500 – Os bebês roubados pela ditadura argentina, Alexandre Valenti, 100 min., Doc, Argentina – Brasil, 2013, 12 anos

7 de dezembro (segunda-feira)

14hA Visita, Leandro Corinto, 8 min., Ficção, Brasil, 2014, Livre

Alma da Gente, Helena Solberg e David Meyer, 83 min., Doc, Brasil, 2013, 10 anos

ATENÇÃO – SESSÃO COM AUDIODESCRIÇÃO ABERTA (SEM FONES INDIVIDUAIS)

16hNau Insensata, Cristiano Sidoti, 15 min., Brasil, Doc, 2014, Livre

Do Outro Lado da Cozinha, Jeanne Dosse, 40 min., Doc, Brasil, 2013

19hNunca Mais Cochabamba, 11 de janeiro de 2007, Roberto Alem, 52 min., Doc , Bolívia, 2007, Livre

8 de dezembro (terça-feira)

14hDo meu lado, Tracisio Lara Puiati, 14 min., Ficção, Brasil, 2014, Livre

Colegas, Marcelo Galvão, 103 min., Ficção, Brasil, 2013, Livre

16hNa Direção do Som, Jonathan Gentil e Pedro Prado, 15 min., Doc, Brasil, 2013, Livre

Ninguém Nasce no Paraíso, Alan Schvarsberg, 25 Min., Doc, Brasil, 2015, Livre

Félix, o Herói da Barra, Edson Fogaça, 72 min., Doc, Brasil, 2015, Livre

18hAbraço de Maré, Victor Ciriaco , 16 min., Doc , Brasil, 2013/ Livre

Betinho – A Esperança Equilibrista, Victor Lopes, 89 min.,Doc, Brasil, 2015, Livre

9 de dezembro (quarta-feira)

16hNuma Escola de Havana, Ernesto Daranas, 90 min., Ficção, Brasil, 2012, 12 anos

18hMemórias para uso diário, Beth Formaggini, 80 min., Doc, Brasil, 2007, 12 anos

10 de dezembro (quinta-feira)

14hO Contador de Histórias, Luiz Villaça, 110 min., Ficção, Brasil, 2009, 12 anos

ATENÇÃO – SESSÃO COM AUDIODESCRIÇÃO ABERTA (SEM FONES INDIVIDUAIS)

16hCorrentes, Caio Cavechini, Ivan Paganotti e Evelyn Kuriki, 58 min., Doc, Brasil, 2006, 12 anos

19hLéo, Mariani Ferreira, 15 min., Ficção, Brasil, 2015, 14 anos

Habita-me se em ti transito, Claudia Rangel, 23 min., Doc, Brasil, 2014, 14 anos

                Quem matou Eloá?, Lívia Perez, 24 min., Doc, Brasil, 2015, 16 anos

SESSÃO SEGUIDA DE DEBATE

11 de dezembro (sexta-feira)

14hEu não quero voltar sozinho, Daniel Ribeiro e Diane Almeida, 17 min, Ficção, Brasil, 2010, Livre

Quando a casa é a rua, Theresa Jessouroun, 35 min, Doc , Brasil, 2012, Livre

16hO Plantador de quiabos, Coletivo Santa Madeira, 15 min., Ficção, Brasil, 2010, Livre

Procura-se Janaína, Miriam Chnaiderman, 54 min., Doc, Brasil, 2007, Livre.

Fonte: Nonada.

Encantados ganha sessões extras na 10ª Mostra Cinema e Direitos Humanos no Mundo

O filme Encantados, de Tizuka Yamasaki, terá sessão extra nesta quinta-feira (10), às 21h, na Sala Redenção, no Campus Central da UFRGS, em Porto Alegre. O filme faz parte da 10ª Mostra Cinema e Direitos Humanos no Mundo, que realizará sessões extras em cinemas de todo o Brasil dia 10 para celebrar o aniversário de 67 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, proclamada pela Assembleia Geral das Nações Unidas, em 10 de dezembro de 1948. Em cartaz desde o dia 01 de dezembro, a mostra acontece até o dia 11 na capital gaúcha. Fazem parte da programação 40 filmes entre curtas, médias e longas-metragens, divididos em três mostras: Homenagem, Panorama e Temática. Todas as exibições são gratuitas. Continue lendo Encantados ganha sessões extras na 10ª Mostra Cinema e Direitos Humanos no Mundo

A 10ª Mostra Cinema e Direitos Humanos no Mundo acaba de divulgar os filmes selecionados – See more at: http://newsrondonia.com.br/noticias/10+mostra+cinema+e+direitos+humanos+no+mundo+divulga+filmes+selecionados/65933#sthash.cgnQPlAf.dpuf

Serão exibidas 40 obras, entre curtas, médias e longas-metragens, divididos em três mostras: Homenagem, Panorama e Temática. O evento acontecerá nas 26 capitais brasileiras e no Distrito Federal. Em Rondônia a Mostra será de 17 a 21 no Teatro Banzeiros, em Porto Velho.  Todas as sessões serão gratuitas.

A Mostra Homenagem faz uma retrospectiva representativa das 9ª edições anteriores e exibe filmes premiados em cada edição, a Mostra Temática terá como foco Criança e Adolescente, e a Mostra Panorama reunirá 24 filmes produzidos a partir de 2011 no Brasil, França, Estados Unidos e Singapura, selecionados por meio de chamada pública. Continue lendo A 10ª Mostra Cinema e Direitos Humanos no Mundo acaba de divulgar os filmes selecionados – See more at: http://newsrondonia.com.br/noticias/10+mostra+cinema+e+direitos+humanos+no+mundo+divulga+filmes+selecionados/65933#sthash.cgnQPlAf.dpuf

10ª Mostra Cinema e Direitos Humanos no Mundo divulga filmes selecionados

A 10ª Mostra Cinema e Direitos Humanos no Mundo acaba de divulgar os filmes selecionados. Serão exibidas 40 obras, entre curtas, médias e longas-metragens, divididos em três mostras: Homenagem, Panorama e Temática. O evento acontecerá nas 26 capitais brasileiras e no Distrito Federal. Em Rondônia a Mostra será de 17 a 21 no Teatro Banzeiros, em Porto Velho.  Todas as sessões serão gratuitas.

A Mostra Homenagem faz uma retrospectiva representativa das 9ª edições anteriores e exibe filmes premiados em cada edição, a Mostra Temática terá como foco Criança e Adolescente, e a Mostra Panorama reunirá 24 filmes produzidos a partir de 2011 no Brasil, França, Estados Unidos e Singapura, selecionados por meio de chamada pública.

A 10ª Mostra Cinema e Direitos Humanos no Mundo é uma edição comemorativa, que celebra esta iniciativa de fortalecimento e disseminação da cultura e da educação em Direitos Humanos. Ela foi lançada para celebrar o aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, proclamada pela Assembleia Geral das Nações Unidas, em 10 de dezembro de 1948.

Realizada pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), com produção do ICEM – Instituto Cultura Em Movimento e produção local do CineOca, a Mostra dedica-se a apresentar filmes que discutem temas atuais de Direitos Humanos, como: direitos das pessoas com deficiência; população LGBT/enfrentamento da homofobia; memória e verdade; crianças, adolescentes e juventude; pessoas idosas; população negra; população em situação de rua; mulheres; Direitos Humanos e segurança pública; proteção aos defensores de Direitos Humanos; direito à participação política; combate à tortura; situação prisional; democracia e Direitos Humanos; saúde mental; cultura e educação em Direitos Humanos.

Parceiros locais apoiam a Mostra e dão suporte para que esta importante forma de difusão sociocultural colabore com a conscientização da população sobre os direitos fundamentais da dignidade humana: Unir- Universidade Federal de Rondônia, Governo do Estado de Rondônia, Secretaria de Ação social, Prefeitura de Porto Velho, Secretaria Municipal de Educação, Escolla da Magistratura de Rondônia- Emeron e  Eletrobrás.

MOSTRA PANORAMA:

Longas:

Betinho – A Esperança Equilibrista, de Victor Lopes (Doc / Brasil / 2015 / 89 min.)

Sinopse: Sociólogo e ativista, Herbert de Souza, o Betinho, tinha a saúde frágil, mas a força dos grandes idealistas. Lutou permanentemente contra as injustiças e a favor da vida. Liderou diversos movimentos sociais, mobilizando milhões de brasileiros a ajudar a mudar o rumo do país.

À Queima Roupa, de Theresa Jessouroun (Doc / Brasil / 2014 / 90 min.)

Sinopse: Filme mostra a violência e a corrupção da polícia do Rio de Janeiro nos últimos 20 anos, apresentando os fatos mais emblemáticos deste período do ponto de vista dos familiares, testemunhas, sobreviventes e demais envolvidos diretamente nos casos, como advogados, promotores e juízes.

Félix, o herói da Barra, de Edson Fogaça (Doc / Brasil / 2015 / 72 min.)

Sinopse: Félix, herói fundador da comunidade de Barra de Aroeira (TO), seria um ex-escravo que teria lutado na guerra do Paraguai e recebido de D. Pedro II uma grande extensão de terras pela sua atuação no conflito. A perda do documento real gerou um conflito, pela posse das terras que já dura mais de 50 anos.

Encantados, de Tizuka Yamasaki (Ficção / Brasil / 2014 / 78 min.)

Sinopse: Atrevida e perseverante até a teimosia, Zeneida se transforma quando é desafiada. Tem acessos de pânico. O pai quer interná-la num hospício. Zeneida só quer sobreviver, agora que encontrou seu primeiro grande amor: Antonio, o Encantado Sucuri.

Colegas, de Marcelo Galvão (Ficção / Brasil / 2013 / 103 min.)

Sinopse: Uma divertida aventura que trata de forma poética coisas simples da vida, através dos olhos de três personagens com síndrome de Down. Eles são trabalham na videoteca do instituto onde vivem e um dia, resolvem fugir no Karmann-Ghia do jardineiro (Lima Duarte).

Branco sai – Preto fica, de Adirley Queirós (Doc.-Ficção / Brasil / 2015 / 93 min.)

Sinopse: Tiros em um baile de black music na periferia de Brasília ferem dois homens, que ficam marcados para sempre. Um terceiro vem do futuro para investigar o acontecido e provar que a culpa é da sociedade repressiva.

Quando Meus Pais não estão em casa, de Anthony Chen (Ficção / Singapura / 2013 / 99min.)

Sinopse: A rotina da família Lim é modificada com a chegada de Terry, empregada doméstica que foi para a cidade sonhando com uma vida melhor. Encarregada de cuidar do filho do casal, ela desenvolve uma relação íntima com o menino.

Porque temos esperança, de Susanna Lira (Doc./ Brasil / 2014 / 71 min.)

Sinopse: Mostra a jornada de uma mulher pernambucana e a sua rejeição para tudo aquilo que parece não ter jeito. Vivendo profundos dilemas na vida pessoal e na tentativa de reconstruir outras vidas, ela inicia uma trajetória pelos presídios de Recife, na intenção que pais reconheçam seus filhos.

Médias:

Quem matou Eloá, de Lívia Perez (Doc. / Brasil / 2015 / 24 min.)

Sinopse: “Quem matou Eloá?” traz uma análise crítica sobre a espetacularização da violência e a abordagem da mídia televisiva nos casos de violência contra a mulher, revelando um dos motivos pelo qual o Brasil é o sétimo num ranking de países que mais matam mulheres.

Sobre coragem, de Guilherme Xavier (Doc. / Brasil / 2014 / 23 min.)

Sinopse: Propõe experiência olho a olho com moradores da maior ocupação Sem-Teto da América Latina: a Vila Nova Palestina, localizada às margens de uma reserva ambiental ao extremo Sul de São Paulo. Um desabafo de superação existencial que trata de opressões, abandono, religião e saudade.

Habita-me se em ti transito, de Claudia Rangel (Doc. / Brasil / 2014 / 22min.)

Sinopse: Apresenta 10 entrevistados em situação de rua em Juiz de Fora (MG). No discurso oral e pelas imagens, o filme aborda a sobrevivência nos espaços urbanos, a relação dos entrevistados com o entorno, o vício do álcool e do crack, a prostituição e a vulnerabilidade desta parcela marginalizada da população.

Ninguém nasce no paraíso, de Alan Schvarsberg (Doc. / Brasil / 2015 / 25min.)

Sinopse: Em Fernando de Noronha, espécies em extinção encontram abrigo e políticas de preservação. Em contrapartida, a espécie humana encontra-se em extinção diante da atual proibição do nascimento na ilha, quando as gestantes são expulsas aos sete meses de gravidez e forçadas a deixar suas casas rumo a Recife ou Natal.

Do outro lado da cozinha, de Jeanne Dosse (Doc. / França-Brasil / 2013 / 40min.)

Sinopse: A história entre uma “mãe preta” e uma filha de patrões. Uma relação de amor puro une a criança à sua babá, e no entanto, esconde todo um sistema sociocultural que rege a sociedade brasileira.

Curtas:

Abraço de Maré, de Victor Ciriaco (Doc. / Brasil / 2013 / 16min.)

Sinopse: No meio da atribulação de um centro urbano, cinco pessoas vivem na mais pura sintonia entre a natureza e a cidade. Do asfalto ao mangue, o curta-metragem documental “Abraço de maré” traz para a tela a história de vida de uma família ribeirinha, que mora em uma casa de taipa às margens do rio Potengi.

Sandrine, de Elen Linth e Leandro Rodrigues (Ficção / Brasil / 2015 / 12min)

Sinopse: Entre a matemática e a relação conturbada com mãe, Sandrine espera por uma cirurgia no corredor de um hospital.

Submarino, de Rafael Aidar (Ficção / Brasil / 2014 / 20 min)

Sinopse: Dois anos após a morte do seu companheiro, Olavo vive isolado aos 85 anos. Na solidão do luto ele se aventura pelo mundo virtual, submergindo em uma grande fantasia entre os espaços públicos e privados da internet.

Nau insensata, de Cristiano Sidoti (Doc. / Brasil / 2014 / 15min.)

Sinopse: Dias após ao Golpe Militar no Brasil, em 1964, um navio prisão foi enviado cidade de Santos. Cinquenta anos depois ex-presos retornam ao cais e relembram os fatos vividos.

Do meu lado, de Tarcisio Lara Puiati (Ficção / Brasil / 2014 / 14 min.)

Sinopse: As vidas de duas vizinhas, uma umbandista e uma protestante, começam a se cruzar quando uma infiltração abre um buraco na parede que divide suas casas.

O muro é meio, de Eudaldo Monção Jr (Doc. / Brasil / 2014 / 15min.)

Sinopse: Aborda pichações de protesto gravados nos muros da Universidade Federal de Sergipe. São gritos de revolta pela falta de segurança no Campus, estrutura e qualidade de ensino. As pichações são mostradas como formas de indignação, reivindicação e também de comunicação contra a apatia das paredes brancas que abafam os conflitos socioculturais.

Gigantes da Alegria, de Ricardo Rodrigues e Vitor Gracciano (Doc. / Brasil / 2012 / 12min.)

Sinopse: Os Gigantes da Alegria desfilam todos os anos na Sapucaí, na escola de samba Embaixadores da Alegria, abrindo o desfile das campeãs do carnaval. Os portadores de nanismo e deficiências físicas se destacam.

Léo, de Mariani Ferreira (Ficção / Brasil / 2015 / 15min.)

Sinopse: Rodrigo não aceita a homossexualidade do irmão caçula, Léo. Por isso, provocará uma tragédia da qual os dois serão as maiores vítimas.

Na direção do Som, de Jonathan Gentil e Pedro Prado (Doc. / Brasil / 2013 / 15min.)

Cartas do desterro, de Coraci Ruiz e Julio Matos (Doc. / Brasil / 2014 / 15min.)

Sinopse: Oksana é armena;  Salamu é saharaui. Ambos vivem em Londres, cidade que abriga milhares de imigrantes e refugiados de diversas partes do mundo. Neste filme, foram convidados a escreverem cartas contando a sua história.

MOSTRA HOMENAGEM

Correntes, de Caio Cavechini, Ivan Paganotti e Evelyn Kuriki (Doc /Brasil/2006/58min)

Sinopse: O filme foca as experiências dos que combatem a escravidão nas Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do Brasil. Ele apresenta as experiências e o cotidiano dos representantes da sociedade civil, de instituições e de entidades governamentais enquanto tenta refletir sobre as vitórias e desafios do combate à escravidão.

Memória para o uso diário, de Beth Fromaggni (Doc. / Brasil / 2007 / 1h20)

Sinopse: Ivanilda busca evidências que provem que seu marido, desaparecido desde 1975, foi preso pelo governo brasileiro. Romildo procura pelo corpo de seu irmão num cemitério do subúrbio carioca. Mães choram por seus filhos, assassinados pela polícia nas favelas.

Procura-se Janaína, de Miriam Chnaiderman (Doc. / Brasil / 2007 / 54min.)

Sinopse: Há crianças sem lugar no mundo. Crianças entregues a instituições e que não se desenvolvem nos padrões esperados: não são portadoras de deficiências, mas também não têm um desenvolvimento dito normal. Assim era Janaína, negra, pobre e institucionalizada na Febem dos anos 1980. Duas décadas depois, onde estará Janaína?

Nunca Mais! Cochabamba, 11 de Janeiro de 2007, de Roberto Alem (Doc. / Bolívia / 2007 / 52min.)

Sinopse: A Bolívia vive uma série de transformações políticas e sociais que deflagraram trágicos acontecimentos. Um deles ocorreu na cidade de Cochabamba em 11 de janeiro de 2007, quando se enfrentaram duas forças, dois projetos políticos, duas visões de país, e carregaram para o olho do furacão mais de 80 mil pessoas.

Silêncio das inocentes, de Ique Gazzola (Doc. / Brasil / 2010 / 52min.)

Sinopse: Uma denúncia urgente, necessária e inadiável sobre a violência contra a mulher que, mesmo depois de 4 anos da criação da lei Maria da Penha, continua fazendo muitas vítimas no Brasil.

Quando a casa é a rua, de Theresa Jessouroun (Doc. / Brasil / 2012 / 35min.)

Sinopse: O que leva crianças e jovens a viver nas ruas? O que faz com que deixem as ruas? O documentário procura responder essas perguntas com depoimentos e imagens cotidianas de jovens que cresceram nas ruas da cidade do México e do Rio de Janeiro.

O Plantador de quiabos, de Coletivo Santa Madeira (Ficção / Brasil / 2010 / 15min.)

Sinopse: Uma tragicomédia sobre um agricultor que decide comprar uma bicicleta para aumentar sua produção no campo.

Eu não quero voltar sozinho, de Daniel Ribeiro e Diane Almeida (Ficção / Brasil / 2010/ 17 min.)

Sinopse: Leonardo, um adolescente deficiente visual que muda de vida totalmente com a chegada de Gabriel, um novo aluno em sua escola. Ao mesmo tempo que tem que lidar com os ciúmes da amiga Giovana, Leonardo vive a inocência da descoberta do amor entre dois adolescentes gays.

Meu amigo Nietzche, de Fáuston da Silva (Ficção / Brasil / 2012 / 15min.)

Sinopse: O improvável encontro entre Lucas e Nietzsche será o início de uma grande revolução na mente do garoto, em sua família e na sociedade. Ao final, ele não será mais um menino. Será uma dinamite.

MOSTRA TEMÁTICA – CRIANÇA E ADOLESCENTE

Curtas:

Pele um real, de Aline Guimarães (Ficção / Brasil / 2015 / 15min.)

Sinopse: Cinco adolescentes, vendedores ambulantes nos sinais do Rio de Janeiro, enfrentam uma realidade estampada no cenário da cidade e vista por muitos através das janelas de seus carros. Numa sobrevida de baixa perspectiva, Pele, o recém-chegado ao grupo, se apaixona por Iara, conhecida por todos pela sua simpatia.

A visita, de Leandro Corinto (Ficção / Brasil / 2014 / 8min.)

Sinopse: Matheus vive com seu tio Theo, a quem chama de pai. Seu pai biológico foi morar no exterior quando ele era muito pequeno, então ele sequer tem lembranças dele. Hoje, Matheus finalmente receberá a visita de seu verdadeiro pai, o que lhe trará alguns questionamentos e uma surpresa.

Longas:

Muito Além do Peso, de Estela Renner (Doc. / Brasil / 2012 / 90min.)

Sinopse: O filme mergulha no tema da obsedidade infantil ao discutir porque 33% das crianças brasileiras pesam mais do que deviam. As respostas envolvem a indústria, a publicidade, o governo e a sociedade de modo geral.

Numa Escola em Havana, de Ernesto Daranas (Ficção / Cuba / 2014 / 108min.)

Sinopse: Chala, um garoto de onze anos, vive com sua mãe viciada em drogas, Sonia. Para sustentar a casa, ele treina cães de briga, indiretamente ajudado por um homem que pode ser ou não seu pai biológico. As dificuldades de sua vida refletem na escola, onde é aluno de Carmela, por quem ele tem um grande respeito.

500 – Os Bebês Roubados pela Ditadura Argentina, de Alexandre Valenti (Doc. / Argentina – Brasil / 2013 / 100min.)

Sinopse: Durante a ditadura militar na Argentina, foram sequestrados bebês e crianças, filhos de presos e desaparecidos políticos ou nascidos em prisões clandestinas ou centros de tortura e extermínio. O grupo “Avós da Praça de Maio” criou o “Banco dos 500”, uma luta para localizar as 500 crianças a partir de amostras de seus próprios sangues.

Alma da Gente, de Helena Solbertg e David Meyer (Doc. / Brasil / 2013 / 83min.)

Sinopse: Um grupo de jovens da Zona Norte do Rio de Janeiro ensaia o último espetáculo do Corpo de Dança da Maré, coordenado pelo Coreógrafo Ivaldo Bertazzo. Filmado com um intervalo de dez anos, o documentário mostra os diferentes destinos dos personagens, marcados pela transformação através da arte.

O Contador de Histórias, de Luiz Villaça (Ficção / Brasil / 2009 / 110min.)

Sinopse: Criado na Febem e adotado por uma pedagoga francesa, Roberto Carlos retorna à Febem, após concluir seus estudos, como educador. Ali começa sua história com outras crianças e adolescentes. Ele vai adotando-os e criando uma família numerosa, com vinte filhos adotivos. Alguns ditos irrecuperáveis, como ele, pelas instituições.

Mais informações:

– Emanuela Palma – 69 9232 6742

– Malu Calixto – 69 9604 5650

– Simone Norberto – 69 9984 8944

Fonte: Rondônia ao Vivo