12ª Mostra Cinema e Diretos Humanos Mostra Panorama

MOSTRA PANORAMA – 2018

UMA LUTA DE 70 ANOS QUE CONTINUA  VIVA E NECESSARIA.

Os filmes selecionados para a 12ª Mostra de Cinema e Direitos Humanos, que este ano celebra e homenageia os 70 anos da “Declaração Universal dos Direitos Humanos” resumem de forma exemplar as principais preocupações do evento.  A representatividade das obras audiovisuais desta edição sintetiza o espírito da Mostra através das pungentes e impactantes imagens feitas por realizadores preocupados em retratar e sensibilizar as plateias sobre as incertezas, lacunas e injustiças sociais especificadas e apontadas na carta da ONU em 1948 contra as quais a humanidade deve se bater para poder supera-las.

As obras exibidas nas sessões Panorama mostram as batalhas travadas nas ultimas décadas nas mais variadas formas de resistência e mobilização contra todas aquelas formas de opressão e exclusão apontadas no abrangente documento que é a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Atenta aos novos tempos e novos ideais, a Mostra destaca as abordagens poéticas e viscerais presentes na riqueza da safra dos curtas, médias e longas metragens, frutos fílmicos das reflexões dos novos e diversos olhares dos diretores espalhados pelo país, provando que tempo e tamanho não importam quando se quer pensar e debater as questões que impactam a vida das populações e dos indivíduos.

No ano em que a “A Declaração Universal Dos Direitos Humanos” completa 70 anos  a 12ª Mostra de Cinema e Direitos Humanos presta uma homenagem especial a esta ocasião, não apenas exibindo os filmes aqui escolhidos, que procuram englobar os 30 artigos presentes no documento original,  mas também suscitando o debate e a veemente defesa do audiovisual humanista que aposta na transformação e na esperança, destacando a vocação natural da chamada sétima arte para “estudar o homem e suscitar os sonhos”. A seleção na sua diversidade de propostas, aborda desde questões de vulnerabilidade social, a temas relacionados com representatividade, discriminação racial, saúde mental, direitos da população indígena, meio ambiente, direito da criança e do adolescente, idosos entre outros de igual relevância e urgência.

A militância também está no centro de filmes que abordam a luta pelos direitos das comunidades e das individualidades apresentando ações e personagens complexos e inspiradores. Histórias que chegarão a plateias de todos os estados brasileiros, com potencial para despertar entre os espectadores sentimentos como compaixão, empatia e indignação, cada vez mais necessários para enfrentarmos esses  tempos difíceis que atravessamos.

Afirmando a sua crença de que, frente à barbárie que constantemente nos ameaça, o audiovisual pode ser uma arma poderosa pela sua capacidade de fazer compreender que o homem progride somente com o conhecimento, com a compreensão e amor, não com a violência, a 12ª Mostra Cinema e Direitos Humanos conclama a todos a se engajarem nessa tarefa, por possibilitar o acesso de públicos cada vez amplos a uma programação que tem como elemento comum a sua preocupação humanista.

FILMES MOSTRA PANORAMA 

Classificação: Livre

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Era um garoto que como eu amava os Beatles e os Rolling Stones – 25 minutos – Direito a pessoa com Deficiência

Brasil

História da criação da Banda “Os Goiabeiras” da qual fazem parte três pessoas com deficiência: um paralisado cerebral e dois autistas.

Nunca Me Sonharam – 1h24 – Direito à Educação

Brasil

Os desafios do presente, as expectativas para o futuro e os sonhos de quem vive a realidade do Ensino Médio nas escolas públicas do Brasil. Na voz de estudantes, gestores, professores e especialistas, „Nunca me sonharam‟ reflete sobre o valor da educação.

 

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Classificação: 14 anos

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À Espera – 22 minutos – Direito a criança e adolescente e Questão de Gênero

Moçambique

Em Moçambique, 39% de meninas se casam antes dos 15 anos com homens mais velhos que elas, fazendo com que o país se encontra em 10 lugar entre os países mais afetados pelos casamentos prematuros, negando seus direitos como o da Educação e de serem o que elas quiserem.

Chega de Fiu Fiu – 1h13 – Questão de Gênero

Brasil

O retrato do dia a dia de três mulheres com vidas distintas, mostrando como a violência de gênero é constantemente praticada no espaço público urbano. Dessa forma, as diretoras Amanda Kamanchek Lemos e Fernanda Frazão procuraram especialistas para discutir sobre o assunto, buscando encontrar respostas e alternativas para a uma questão fundamental: Será que as cidades foram feitas para as mulheres?

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Classificação: 16 anos

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Rua das Casas Surdas – 8 minutos – Memória e Verdade

Brasil

Em uma vizinhança silenciosa, durante a ditadura nos anos 70, Carlos e Ernesto aproveitam o intervalo do jogo no rádio para voltar ao trabalho.

Marcos Medeiros – Codinome Vampiro – 1h11 – Memória e Verdade

Brasil

O documentário apresenta Marcos Medeiros, um personagem esquecido da nossa história que foi líder estudantil em 1968. Preso, torturado, cassado e exilado na Europa, Marcos começou a se dedicar ao cinema, tendo feito curtas com Chris Marker na França, um longa com Glauber em Cuba, e depois trabalhado na Itália com Rosselini. de volta ao Brasil, nos anos 80, com a anistia, Marcos inicia um trabalho pioneiro em vídeo, mas não encontra um espaço para viabilizar sua arte que não se identificava com o main stream. A incapacidade de se inserir numa sociedade burguesa e sem utopias leva Marcos à depressão. Morre em 1997 depois de uma longa internação no Pinel.

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Classificação: Livre

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O Começo da Vida – 1h47 – Direito da Criança

Brasil

Um dos maiores avanços da neurociência é ter descoberto que os bebês são muito mais do que uma carga genética. O desenvolvimento de todos os seres humanos encontra-se na combinação da genética com a qualidade das relações que desenvolvemos e do ambiente em que estamos inseridos.

O Começo da Vida convida todo mundo a refletir como parte da sociedade: estamos cuidando bem dos primeiros anos de vida, que definem tanto o presente quanto o futuro da humanidade?

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Classificação: Livre

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A Rua Noiz – 14 minutos – Cultura, Educação e Direitos Humanos

Brasil

O documentário trata das realidades enfrentadas dentro da periferia do Grande Bom Jardim, e de como uma mulher que aos 5 anos de idade vendia verduras e aos 35 dirige a maior escola de dança de Fortaleza em número de atendidos.

Enrolado na Raiz – 23 minutos – População Negra

Brasil

Mulheres negras falam sobre as diferentes formas de violência física e simbólica que o racismo impõe cotidianamente sobre seus corpos. Desejos, sonhos, frustrações, traumas e enfrentamentos são expostos em falas que recuperam experiências da infância.

Classificação: Livre

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Classificação: Livre

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Nós – 6 minutos – Imigrantes

Brasil

O filme mostra a trajetória cíclica dos refugiados através dos tempos, uma reedição de acontecimentos passados.

Do Outro Lado – 14 minutos – População LGBT

Brasil

Às vésperas de uma importante decisão, a juíza da Corte Suprema de Taiwan recebe uma carta inesperada.

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Classificação: 16 anos

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Narrativas de Um Crime – 15 minutos – Combate à Violência e LGBT

Constantin, um investigador da Polícia Civil e aspirante a escritor, está em busca de uma boa história. Paulo, um Policial Militar, acaba de voltar de um período de suspensão da corporação em que trabalha. Os diferentes pontos de vista de Constantin e Paulo colidem quando eles se cruzam numa cena de um crime: uma jovem drag queen foi brutalmente assassinada. O conflito entre eles desconstrói preconceitos e flerta com a tragédia, revelando uma dura realidade repleta de ironias, lágrimas e sangue.

 

Um Café e Quatro Segundos – 15 minutos – Memória e Verdade

Brasil

Dois torturadores se encontram para tomar um café depois de mais de trinta anos sem se verem, para acertarem contas daquela época.

 

Lacerda – O Corvo da Guanabara – 19 minutos – Memória e Verdade

Brasil

O filme reconstitui a trajetória de Carlos Lacerda, ex-governador da Guanabara e líder radical da UDN em formato cine-jornal, visando iluminar sua participação direta em conspirações e tentativas de golpe em momentos chave da história do Brasil.

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Classificação: Livre

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Outro Olhar – Convivendo com a Diferença – 34 minutos – Direitos a pessoa com deficiência

Brasil

Outro Olhar – Convivendo com a Diferença’ é um documentário que conta a história de um indivíduo para buscar o universal. O indivíduo, no caso, é Charbel Gabriel, um senhor de 60 anos que ainda trabalha, exercita-se, cuida-se, estuda, interage diariamente com a família e a comunidade e tem síndrome de Down. Não seria pouco para quem tem tudo a seu favor, para Charbel, acaba sendo uma prova de que a síndrome de Down nem o afasta nem o limita no convívio com a sua comunidade, sua família e seus amigos. E, principalmente, não diminui seu impacto e sua influência sobre aqueles que convivem com ele.

 

Monocultura da Fé – 23 minutos – População Indígena

Brasil

Como no resto do país, também entre os Guarani Kaiowá a igreja evangélica vêm ganhando espaço. O mini-documentário percorre aldeias do Mato Grosso do Sul para mostrar denúncias das cada vez mais frequentes violências cometidas por grupos evangélicos contra a população indígena.

 

Waapa – 20 minutos – População Indígena

Brasil

O documentário propõe um mergulho inédito na infância Yudja (Parque Indígena do Xingu/MT) e os cuidados que acompanham seu crescimento. O brincar, a vida comunitária e as influências de uma relação espiritual com a natureza.

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Classificação: Livre

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Uma Bala – 2 minutos – Defesa aos Defensores de Direitos Humanos

Brasil

Marielle Franco foi assassinada em 14 de março de 2018. Quem matou Marielle? Quem mandou matar Marielle? O crime permanece sem solução! “Uma bala. Uma bala realmente abala. Abala, mas não cala. Quem batalha por igualdade!”

 

Nomes que Importam – 15 minutos – População LGBT

Brasil

Filme que aborda a importância dos nomes sociais das pessoas trans.

O curta-metragem nomes que importam revela as histórias que permeiam as escolhas dos nomes das travestis e transexuais que participam do filme. Por meio de depoimentos, o documentário aciona memórias afetivas.

 

Repense o Elogio – 48 minutos – Questão de Gênero

Brasil

Repense o Elogio é um documentário que propõe a reflexão sobre a maneira como as crianças são elogiadas. Enquanto meninas são lindas, princesas e delicadas, meninos são fortes, inteligentes e corajosos. Até que ponto estes adjetivos aprisionam o verdadeiro ser de cada um? Este é um filme que reflete sobre o poder das palavras e da cultura, que trouxeram este desequilíbrio tão profundo na forma que elogiamos meninas e meninos.

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Classificação: Livre

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Batuque Gaúcho – 26 minutos – Diversidade Religiosa

Brasil

O Batuque Gaúcho é o nome dado a religião africana no Rio Grande do Sul, maior fenômeno religioso do Brasil, com cerca de 8 a 10 mil casas em todo o Estado. Mesmo assim, ainda é a que mais sofre preconceitos e está inviabilizada devido o racismo .

 

 

As Sementes – 32 minutos – Meio Ambiente

Brasil

Neneide fala sobre empoderamento feminino e como o grupo “Mulheres Decididas a Vencer” passou a trabalhar com abelhas num assentamento no Rio Grande do Norte. Izanete resiste ao agronegócio que ocupa extensas terras no Rio Grande do Sul, onde produz leite ecológico e pães para a merenda escolar. Para Efigênia, horta é terapia e o trabalho na roça em Minas Gerais, independência. Maria dos Santos recorda lutas pela posse da terra e igualdade de gênero e contra a desnutrição nas áreas quilombolas da Bahia. Quatro sementes da economia solidária, do cooperativismo, do feminismo, da agroecologia.

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Classificação: 16 anos

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Menina de Barro – 1h37 – Bullying

Brasil / 16 anos

A jovem Diana é uma garota habilidosa e especial. Na aurora de seus 12 anos de idade já carrega uma bagagem de conhecimento e talento que se mostra difícil de lidar: ela traz a estigmatizada e dadivosa marca de ser superdotada.

Entre a solidão e a curiosidade, entre a agressividade e o carinho, Diana vai tecendo uma auto-crítica minuciosa ao passo que descobre a força do conhecimento e da amizade para liberar seus impulsos mais solidários.

Ao mesmo tempo que busca “combater” o Bullying em sua escola, Diana precisará estar pronta para enfrentar seus problemas de família, seu coração e uma fúria típica daqueles que não se contentam com a apatia alheia.

Demais para uma garotinha? Sinta-se convidado para descobrir de qual barro são feitas as guerreiras.

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Classificação: 12 anos

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Sociedade Etiquetada – 5 minutos – Direitos Humanos

Fernando, um homem gay, vive em uma sociedade que os rótulos sociais, que são dados a nos por outras pessoas, são vistos a olho nu, e ele tem que suportar o dia a dia dentro dessa sociedade cada dia mais cansado.

 

Tente Entender o Que Eu Tento Dizer – 1h25 – Direito a Saúde

Tente Entender é um documentário sobre a força do coletivo e da militância na transformação das pessoas e de uma realidade marcada pelas barreiras impostas pelo HIV. Um contraponto à desinformação, o filme mostra que a vida é rica em possibilidades ao acompanhar a vida de 6 personagens soropositivos das mais variadas classes sociais, profissões, orientações sexuais e religiosas em seu cotidiano.

 

 

 

11º MOSTRA CINEMA E DIREITOS HUMANOS LIÇÕES DE HUMANIDADE

Em julho de 1996, em um evento realizado em Porto Alegre, o grande cineasta italiano Ettore Scola (morto no ano passado) fez uma veemente defesa do cinema humanista, destacando a vocação natural da chamada sétima arte para “estudar o homem e suscitar os sonhos”. Na ocasião, o diretor de clássicos como Nós que nos Amávamos Tanto (1974) e Um Dia Muito Especial (1977) afirmou sua crença de que, frente à barbárie que constantemente nos ameaça, o cinema pode ser uma arma poderosa, pela sua capacidade de “centralizar o humanismo, e nos fazer compreender que o homem progride somente com o conhecimento, não com a violência, mas com a compreensão e com o amor”. Diante de uma plateia extasiada, Scola conclamou a

todos a se engajarem nessa tarefa, pois “qualquer criador, mas também qualquer espectador pode fazer alguma coisa para que haja menos bombas”. Iniciativas como a realização da Mostra Cinema e Direitos Humanos, este ano chegando à sua décima primeira edição, vêm ao encontro das convicções do mestre do cinema italiano, por possibilitarem o acesso de públicos cada vez amplos a uma programação qualificada, que tem como elemento comum a sua preocupação humanista.

A seleção de 2017 aposta na diversidade de propostas, representada através de uma vigorosa nominata de títulos, que abordam desde questões de gênero a temas relacionados com representatividade, vulnerabilidade social, discriminação racial, saúde mental, direitos da população indígena, meio ambiente, direito da criança e do adolescente, entre outros de igual relevância e urgência.

Os curadores elencaram filmes de produção recente, entre curtas, médias e longas, tanto no gênero documental quanto na ficção. Se há títulos de diretores experientes, caso de Susanna Lira (Intolerância.doc) e Belisario Franca (Menino 23), também se identifica uma saudável aposta em trabalhos assinados por cineastas emergentes, ainda em início de carreira. Caso de Lápis Cor de Pele, curta de Victória Roque realizado no âmbito do curso de cinema da PUC-Rio, que reúne uma série de depoimentos de crianças e intelectuais (como os realizadores Joel Zito Araújo e Yasmin Thayná e a psicóloga Maria da Conceição Nascimento) para colocar em discussão a importância da representatividade na formação e no reconhecimento da população afrodescendente, como forma de combate ao racismo. Ou de Depois que Te Vi, de Vinícius Saramago, sobre as andanças de um jovem deficiente que trabalha como entregador em uma farmácia e cujo cotidiano será radicalmente alterado a partir de um encontro com uma bela ciclista, numa trama com desfecho surpreendente. A denúncia sobre a ausência de políticas públicas em relação à população que sofre as limitações impostas pela deficiência física também está no centro do curta Carol, documentário de Mirela Kruel que tem como protagonista uma incansável militante pelos direitos dos cadeirantes.

A militância também está no centro de filmes que abordam a luta pelos direitos da comunidade LGBT (eixo da Mostra Temática), com personagens complexos e inspiradores.

Na seleção de longas, não há como não se impressionar com a impactante denúncia de Belisario Franca em Menino 23, que revela um episódio até então desconhecido, em torno da abominável experiência de eugenia realizada com meninos negros no interior de São Paulo na década de 40 por simpatizantes do nazismo.

Ou da denúncia de abusos sofridos por mulheres de diferentes classes sociais em Precisamos Falar do Assédio, de Paula Sacchetta. Histórias que chegarão a plateias de todos os estados brasileiros, com potencial para despertar entre os seus privilegiados espectadores sentimentos como compaixão, empatia e indignação, cada vez mais necessários para enfrentarmos os tempos sombrios que nos espreitam.

 Marcus Mello

Crítico de cinema, editor da revista Teorema

Filmes

Como Seria?

Daniel Gonçalves | Brasil |2014 | 4 min | Documentário
Produtora realizadora: SeuFilme Produções Audiovisuais
12 anos

Ao completar trinta anos, chegou a hora de mais pessoas saberem que sim, é possível levar uma vida normal com a paralisia cerebral que faz meus movimentos diferentes dos dos outros. Mas, por favor, não me venham com essa pieguice de superação, ok?!

Ficha técnica

Roteiro: Daniel Gonçalves
Fotografia: Fabrício Mota e Paulo Mauricio Macedo
Edição: Daniel Gonçalves

 

 

Depois Que Te Vi

Vinícius Saramago | Brasil | 2016 | 16 min | Ficção
Produtora realizadora: Revoar Filmes
Livre

Gustavo é um jovem autista que trabalha na farmácia do tio. Ele cumpre metodicamente sua rotina, mas isso muda quando ele sai para fazer uma entrega e vê uma menina passar de bicicleta. A partir daí seu foco passa a ser essa nova paixão.

Ficha técnica

Roteiro: Vinicius Saramago
Fotografia: João Casalino
Edição: Talita Ghivelder
Elenco: Jorge Hissa, Roberto Frota e Anna Julia Leite

 

 

Do Que Aprendi com Minhas Mais Velhas

Fernanda Julia e Susan Kalik | Brasil | 2016 | 26 min | Documentário
Produtora realizadora: Modupé Produtora
Livre

Do que aprendi com minhas mais velhas é um documentário sobre a fé no Candomblé e como essa fé é transmitida de geração em geração. Um filme onde mulheres importantes no Candomblé da Bahia falam como aprenderam com seus mais velhos e como ensinam seus mais jovens. Um filme sobre tradição, amor e religiosidade.

Ficha técnica

Roteiro: Susan Kalik
Fotografia: Susan Kalik
Edição: Thiago Gomes

Elenco: Egbomi Cici D’Oxaguiã, Egbomi Vanda Machado D’Oxum, Makota Valdina de Kavungo, Nengua Ilza Mucalê de Matamba, Nengua Kyssasse de Yncossi, Nengua Nancancy de Zumbá, Yalorixá Lourdes D’Oyá, Yalorixá Odete D’Oxum, Yalorixá Rosa D’Oyá.

As crianças: Cristiano Pinheiro Neves, Dianne Yasmin Silva Santos, Maria Clara dos Santos, Nathaly Gabriele Santos Oliveira, Sophia Paixão Campos da Silva, Tauan Reis Bonfim.

Elenco: Maria Nakano, Daniel Souza, Henrique Nakano, Átila Roque, Chico Buarque, José Serra, Cândido Grzybowski, Carlos Afonso, Nadia Rebouças, Maria da Glória F. Souza, Theotônio dos Santos Jr., Letícia Cotrim, Irles Carvalho, Therezinha Mendes da Silva.

 

 

Epidemia de Cores

Mario Eugênio Saretta | Brasil | 2016 | 70 min | Documentário
Produtora realizadora: Preto Filmes
8 anos

Epidemia de cores é um filme sobre arte, loucura e liberdade com a atenção voltada a acontecimentos insignificantes aos registros institucionais. Um documentário realizado na Oficina de Criatividade do Hospital Psiquiátrico São Pedro.

Ficha técnica

Roteiro: Mário Eugênio Saretta
Fotografia: Mário Eugênio Saretta
Edição: Tatiane Mequete

 

 

Estrutural

Webson Dias | Brasil | 2016 | 89 min | Documentário
Produtora realizadora: Solocine e Três Conto
14 anos

Fruto de uma pesquisa de mais de dez anos e utilizando material de arquivo, fotos e vídeos registrados pelos próprios moradores durante conflitos ocorridos nos anos 90,  este documentário aborda fatos marcantes para a então invasão da Estrutural. Iniciada ainda na década de 1960, quase que simultânea à construção de Brasília, essa invasão surgiu nos arredores do que hoje é o maior lixão a céu aberto da América Latina. Moradores, políticos e militares apresentam seus pontos de vista sobre o passado e o presente da comunidade, numa síntese do processo de urbanização do Distrito Federal.

Ficha técnica

Roteiro: Webson Dias
Fotografia: Lucas Felix e Ivan Viana
Edição: Tiago Rocha e Webson Dias
Elenco por ordem de aparição: Dona Vanda, Zé Edmar, Dona Geralda, Naná, Arlete Sampaio, Seu Joaquim, Evanildo, Marcelinho, Chico Vigilante, Zezé, Ismael, Antônio, Coronel Wolney, Rodrigues, Elias (In Memorian), Seu Cafu, Germano, Reginaldo, Delmasso, Poliana, Nilton, Fernando Borges e Adairton.

 

 

Humano – Uma Viagem Pela Vida

Yann Arthus-Bertrand | França | 2015 | 143 min| Documentário
Produtora realizadora: Humankind Production
12 anos

Mais de 2 mil entrevistas em 60 países dão vida a este comovente documentário que reflete o que somos e o que queremos, não só como indivíduos, mas como sociedade.

Pessoas comuns falam espontaneamente o que pensam sobre amor, morte, ódio, discriminação, desigualdade, fome, esperança, sexo e muitos outros assuntos ligados à natureza humana. São camponeses, trabalhadores fabris, sentenciados à pena de morte, aborígenes, refugiados, soldados, rebeldes. Uma grande diversidade de temas e de pessoas que levam ao público as mais genuínas e emocionantes histórias de vida. Em meio aos relatos, o filme apresenta paisagens deslumbrantes dos mais remotos lugares do mundo, retratadas com extrema sensibilidade pelas lentes do fotógrafo Yann Arthus-Bertrand e acompanhadas da trilha sonora composta por Armand Amar, que traduz em sons todas as sensações que transbordam da tela.

Ficha técnica

Roteiro: Yann Arthus-Bertrand
Fotografia: Yazid Tizi, Erik Van Laere

 

 

Ilha

Ismael Moura | Brasil | 2014 | 15 min| Ficção
Produtora realizadora: Huoo Filmes e Pigmento Cinematográfico
12 anos

Pai e filho isolados do mundo, os problemas mentais do filho e a incompreensão do pai os tornam presos em suas próprias ilhas interiores.

Ficha técnica

Roteiro: Ismael Moura
Fotografia: Bruno de Sales
Edição: Ismael Moura e João Paulo Palitot
Elenco: Fernando Teixeira e Walison Pereira

 

 

Índios no Poder

Rodrigo Arajeju | Brasil | 2015 | 21 min | Documentário
Produtora realizadora: 7G Documenta, Argonautas e Machado Filmes
10 anos

Mario Juruna, único índio parlamentar na história do país, não consegue se reeleger para a Constituinte (1987/88). Sem representante no Congresso Nacional desde a redemocratização, as Nações Indígenas sofrem golpes da Bancada Ruralista aos seus direitos constitucionais. O cacique Ládio Veron, filho de liderança Kaiowa Guarani executada na luta pela terra, lança candidatura a deputado federal nas Eleições 2014, sob ameaças do Agronegócio no Mato Grosso do Sul. Contra a PEC 215, seu slogan de campanha é “terra, vida, justiça e demarcação”.

Ficha técnica

Roteiro: Rodrigo Arajeju
Fotografia: André Carvalheira
Edição: Sergio Azevedo
Elenco: Deputado Mario Juruna (em memória), Valdelice Veron Kaiowa Guarani, Ailton Krenak, Doéthiro Álvaro Tukano, Aurivan “Negrinho” Truká, Sonia Guajajara e cacique Ládio Veron Kaiowa Guarani.

 

 

Intolerância.doc

Susanna Lira | Brasil | 2016 | 85 min | Documentário
Produtora realizadora: Modo Operante Produções
14 anos

INTOLERÂNCIA.DOC mergulha no submundo dos chamados crimes de homofobia, torcidas organizadas e brigas de gangues na cidade de São Paulo.  O filme mostra a jornada da equipe da DECRADI, única delegacia especializada no assunto, em busca de pessoas que transformaram o discurso de ódio em assassinatos cruéis. Com a narrativa pontuada por revelações sobre as vítimas e uma imersão visual no underground de São Paulo, o filme revela a complexidade da natureza desses crimes que estão se tornando cada vez mais comuns no Brasil.

Ficha técnica

Roteiro: Susanna Lira e Muriel Alves
Fotografia: Jorge Bernardo
Edição: Paulo Mainharde

 

Lápis Cor de Pele

Victória Roque | Brasil | 2015 |16 min | Documentário
Produtora realizadora: Victória Roque
Livre

Através das falas de Joel Zito Araújo, Maria da Conceição Nascimento, Renata Morais, Yasmin Thayná e dos relatos das crianças, o filme se propõe a discutir os efeitos da ausência de representações de crianças negras nos meios de comunicação e o racismo presente na infância.

Ficha técnica

Roteiro: Victória Roque
Fotografia: Diego Botafogo, Pedro Erthal e Victória Roque
Edição: Victória Roque
Elenco: Joel Zito Araújo, Maria da Conceição Nascimento, Renata Morais e Yasmin Thayná

 

 

Manancial

Bruno Soares | Brasil | 2016 | 8 min | Ficção
Produtora realizadora: Ladeira Filmes
Livre

Um jovem sertanejo vive em busca de conciliar um vínculo perdido pela sua geração, dominada pela cultura massiva da futilidade e da ostentação. Um olhar poético sobre o descaso humano com meio-ambiente.

Ficha técnica

Roteiro: Bruno Soares
Fotografia: Kennel Rogis
Edição: Kennel Rogis
Elenco: Sebastião Caetano e Bruno Soares

Menino 23 – Infâncias Perdidas no Brasil

Belisario Franca | Brasil | 2015 | 80 min | Documentário
Produtora realizadora: Giros
10 anos

A partir da descoberta de tijolos marcados com suásticas nazistas em uma fazenda no interior de São Paulo, o filme acompanha a investigação do historiador Sidney Aguilar e a descoberta de um fato assustador: durante os anos 1930, cinquenta meninos negros foram levados de um orfanato no Rio de Janeiro para a fazenda onde os tijolos foram encontrados. Lá, passaram a ser identificados por números e foram submetidos ao trabalho escravo por uma família que fazia parte da elite política e econômica do país, e que não escondia sua simpatia pelo ideário nazista. Dois sobreviventes dessa tragédia brasileira, Aloízio Silva (o “menino 23”) e Argemiro Santos, assim como a família de José Alves de Almeida (o “Dois”), revelam suas histórias pela primeira vez.

Ficha técnica

Roteiro: Bianca Lenti e Belisario Franca e colaboração de Sidney Aguilar Filho
Fotografia: Lula Cerri, Mario Franca, Thiago Lima
Edição: Yan Motta

 

 

O Chá do General

Bob Yang | Brasil | 2016 | 22 min | Ficção
Produtora realizadora: FAAP
Livre

Um general aposentado chinês recebe a inesperada visita de seu neto.

Ficha técnica

Roteiro: Bob Yang, Frederico Evaristo
Fotografia: Hassan Shahateet
Edição: Luis Fernando Nicolosi
Elenco: Tony Lee, Kenji Ogawa, Rebeca Lin, Lucia Zhao

 

Pai aos 15

Danilo Custódio | Brasil | 2015 | 15 min | Ficção
Produtora realizadora: Na Real Cultural
10 anos

Gerson, um adolescente de 15 anos, vive a responsabilidade de cuidar de seu irmão mais novo, Léo.

Ficha técnica

Roteiro: Danilo Custódio
Fotografia: Hellen Braga
Edição: Lucas Hinça
Elenco: Jean Vinícius Faria Kuss, Gustavo Franklin Moreira e Marrara Mara

 

 

Praça de Guerra

Edmilson Junior | Brasil | 2015 | 19 min | Documentário
Produtora realizadora: Extrato de Cinema
Livre

Nos anos de 1960 surgiu em Catolé do Rocha um grupo de meninos que compuseram um genuíno ato de resistência. Tendo como palco uma pequena cidade do sertão paraibano, esses jovens começaram a praticar atividades consideradas “subversivas” pelo poder vigente da época, tendo como ápice a tentativa de organizar um foco de guerrilha armada na Serra do Capim-Açú, na zona rural da cidade. Ao serem descobertos, alguns desses jovens foram condenados e presos pelas forças de repressão.

Ficha técnica

Roteiro: Edmilson Junior

Fotografia: Diego Benevides
Edição: Diego Benevides e Abraão Bahia
Elenco: Ubiratan Cortez, Edmilson Azevedo, João S. Neto, Gildasio Fausto e Luiz Gonzaga

 

 

Quem? Entre Muros e Pontes

Cacau Rhoden e Julio Matos | Brasil | 2015 | 19 min | Documentário
Produtora realizadora: Maria Farinha Filmes
Livre

Um retrato de um povo exilado, que sobrevive quase que exclusivamente do auxílio de ONGs que se fazem presentes na região do Saara Ocidental levando mantimentos, remédios e um pouco de esperança àqueles que há 40 anos vivem à margem da sociedade, esperando a pacificação do território sob intensa opressão e violência.

Ficha técnica

Fotografia: Coraci Ruiz
Edição: Daniela Bortman
Elenco: Abdeslam Omar Lahseh, Buhabein Yahia, Emilia Casella, Fadel Majetar, Federica Cani, Gustau Nerín, Karim Lagdaf, Mohamed Hamadi Omar, Mohamed Jaded e Mulay Massud

 

 

Tortura Tem Cor

Pedro Biava | Brasil | 2016 | 16 min | Documentário
Produtora realizadora: Coletivo Revira-Lata
Livre

No período mais violento da ditadura no Brasil, a tortura foi amplamente utilizada como arma na guerra contra os grupos considerados subversivos. Entre os mais ativos torturadores estava o Major Carlos Alberto Brilhante Ustra, que comandou a repressão entre 1970 e 1974. Nesse documentário, as lembranças dolorosas dos interrogatórios foram transformadas em imagem. Um exercício poético para manter viva a memória esquecida pelo estado brasileiro.

Ficha técnica

Roteiro: Pedro Biava, Fabio Eitelberg e Leonardo Fernandes.
Fotografia: Patrick Torres e Pedro Biava
Edição: Patrick Torres e Pedro Biava
Elenco: Adriano Diogo, Maria Amélia Teles e Emilio Ulrich
Gravuras: André Dias Catoto

 

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