Mostrinha – 2018

A DECLARAÇÂO DOS DIREITOS HUMANOS E O CAMINHO ATÉ AS PLATEIAS INFANTIS

O audiovisual para as crianças é hoje em dia a maior e mais rápida fonte de comunicaçãocapaz de levar informação, arte, entretenimento, cultura a qualquer parte do mundo. É na possibilidade das múltiplas narrativas, na diversidade das linguagens e gêneros de abordagens que o audiovisual se torna um poderoso instrumento educacional.

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que tem sua base a partir da inspiração os artigos dirigidos a proteção e desenvolvimento das potencialidades dos seres humanos/habitantes do planeta compreendidos nesta faixa etária, da DECLARAÇÂO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS, Que é objeto da temática deste ano da MCDH, por ocasião da comemoração dos seus setentas anos de promulgação pela ONU,  afirma o direito à educação para crianças e adolescentes, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa e ao preparo para o exercício da cidadania e qualificação para suas atividades e ações futuras, com respeito aos valores culturais, artísticos e históricos de seu contexto, com liberdade de criação e acesso a variadas e diferentes fontes de cultura.

As crianças brasileiras só tem acesso a filmes via mediação da televisão, dos DVDs e das mídias digitais. Sabemos que no Brasil a grande maioria dos estudantes de escolas públicas nunca usufruíram da experiência de ir ao cinema.

O ambiente escuro e acolhedor da sala de projeção permite uma percepção e uma atenção diferente dos filmes como se fossem uma  ilusão ou um sonho, permite sugestões, gera ideias e pensamentos, mobiliza sentimentos e emoções.

Por isso, a união entre cinema para o público infanto-juvenil com a cultura e a educação em Direitos Humanos é uma das formas de não apenas ampliar o acesso à cultura para crianças e adolescentes, mas também de oferecer uma educação que visa ao pleno desenvolvimento e ao preparo para este exercício da cidadania.

Há na utilização do audiovisual um enorme potencial de sensibilização para os diversos temas de Direitos Humanos apresentados para este público na 12ª Mostra Cinema e Direitos Humanos, tanto na linguagem lúdica sugerida pela sala escura, quanto pela mediação educativa, que enriquece esse diálogo e favorece a construção de sentidos e entendimentos da realidade a partir da experiência cinematográfica.

Nesta edição da Mostra Cinema e Direitos Humanos, apresentamos pela segunda vez a nossa Mostra Infantil, uma seleção especial de filmes de curtas e médias-metragens voltados para o público infanto-juvenil, com o intuito de despertar, por meio das emoções e da imaginação, o interesse pelos diversos temas que constituem o Universo dos Direitos Humanos.

Refletir sobre o que é cinema e sobre as possibilidades da linguagem audiovisual é condição fundamental para compreendermos a experiência cultural das crianças com o cinema.

FILMES MOSTRINHA

classificação: Livre

Closed Caption / Libras

Príncipe da Encantaria – 11 minutos

As margens do Rio Negro a imaginação de Aninha cria asas enquanto Vó Esmeralda conta-lhe a estória de Benito, o boto cor de rosa.

 A Natureza Agradece – 14 minutos

Bernardo vive em um pequeno rancho cheio de diversidade ambiental, um dia uma fábrica aparece colocando em risco toda a natureza.

A Câmera do João – 22 minutos

Uma faixa de luz passa por uma pequena perfuração, e se faz imagem. João descobriu que fotografias são heranças.

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Classificação: Livre

Closed Caption / Libras

Louise – 5 minutos

Durante brincadeira de futebol de rua entre quatro garotos a bola é chutada para longe e cai próximo a Louise e Bia. Juca corre para pegar a bola, percebe a habilidade das duas garotas para o futebol e as convida para brincar. Iago não aceita a participação delas mas Louise não quer ficar fora do jogo.

A Bicicleta do Vovô -22 minutos

Brasil

A Bicicleta do Vovô é um curta metragem para crianças e adultos que aborda a relação entre avô e neto. Em um lugar muito distante, O Reino do Sertão Pelejado, homens-morcegos capturam lendas através de televisores. Surgem, então, o Super Tigre e o Mestre Conselheiro para salvar o nosso planeta das forças malignas da Feiticeira Mabá. É contando essas histórias que vô Rui transforma a infância do neto Cauê em um universo de aventuras e fantasias, re-significando símbolos através de um olhar mais lúdico sobre as coisas da vida.

 

 

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